Na SML Experience 2017 teve muito Lobato, literatura, internet, conectividade e eu pirando com a possibilidade mais maravilhosa de conhecer a Heloisa Prieto…

E fomos honrosamente convidados para cobrir a SML Experience 2017! A Semana Monteiro Lobato, o evento literário mais antigo do país, que acontece em Taubaté/SP. 🙂 Organizado pelo Almanaque Urupês, Taubaté Shopping e Livraria Leitura, o evento todo foi uma agradável surpresa com conteúdo belezura.

Claro que estando do ladinho não íamos perder a oportunidade de conferir alguns dias hehe Então pudemos conferir algumas partes da programação (lindeza, aliás) de sexta a domingo (21 a 23 de abril), e vamos resumir esse aproveitamento literário do feriado! HAHA

Fomos sem muita pretensão, mas quando vimos o carinho da curadoria dos convidados, foi irresistível participar do máximo possível.

Sexta feira – 21 de abril

Na sexta feira já chegamos na SML Experience para conferir o finalzinho da oficina ministrada pelo Bruno Honda de Retrorreciclagem (deu aquela dor no coração depois de ver aquele traço maravilhoso e que era sobre criação de personagens!)

Logo depois acompanhamos um bate papo com os autores Gustavo Rosseb (autor d’As Aventuras de Tibor Lobato) e Maurício Pereira (autor de Contos de Assombrações) sobre folclore nacional e literatura fantástica. Foi um papo sobre como atuar para valorizar o folclore rico que temos, como realmente trabalhar nesse resgate histórico que a literatura consegue propor.

Foto do final do bate papo com os autores! Foto de Almanaque Urupês.

Foto com Gustavo Rosseb (à esquerda) e Maurício Pereira (à direita). Foto de Almanaque Urupês.

Eles acabaram contando muito da experiência de ambos interagindo com jovens e crianças, especialmente em escolas, e como esse papel de inspirar, de fazê-los tanto ler quanto escrever é fantástico e extremamente importante. “Plantar essa semente nas crianças e disseminar a nossa cultura” (Maurício)

Até perguntamos se uma abordagem poderia ser desvincular essa relação de que folclore é só para criança, até porque tem histórias pesadíssimas e muito mais do que o que é comumente disseminado, e pro Gustavo é mais ou menos essa intenção mesmo, é trazer o folclore nacional com uma “roupagem para todos”, com uma questão contemporânea. E trabalhar com algo que ainda sofre preconceito como nossa própria cultura é atuar na contramão de um mercado macro, tem muito material bom de autores simplesmente esperando pra ser descoberto. 🙂 (Tratarei de falar mais e trazer as obras desses autores aqui pro Castelo, aguardem!)

Foto com Angelo Rubim do Almanaque e Denise Goudinho do Capitu vem para o jantar. Foto de Almanaque Urupês.

E, como se não bastasse um papo riquíssimo só na primeira tarde, depois teve um papo com a Denise Goudinho do Capitu vem para o Jantar, com direito ao lançamento do livro dela. Eu não a conhecia, e quando fui buscar pra conhecer mais sobre o blog foi honestamente aquela sensação de “MEU DEOS, isso é muito genial!!!”. HAHA Ela contou de onde vieram as ideias, as inspirações, para fazer receitas que via nos livros.

O mais interessante foi acompanhar algumas curiosidades, esse aprofundamento de uma relação entre culinária e a gastronomia, esse vinculo com o alimento que acaba vazando do próprio autor para as personagens que ele cria. Além de uma preocupação que ela tem com uma “fidelidade gastronômica literária” ao pensar e passar as receitas. A gente comprou o livro lá, então em breve tem mais sobre tudo isso e nossas impressões. ^^ (Mas que deu vontade de voltar pra Academia e fazer uma pesquisa louca sobre tudo isso… deu.)

Sábado – 22 de abril

Com isso chegamos ao sábado! Nesse segundo dia de evento teve uma correria louca, e novamente um conteúdo que deixou a gente bem surpreso. Estávamos super ansiosos pela pretensão de entrevistar a Heloisa Prieto (AHHHHHH, ainda hiperventilando), então nem conseguimos nos concentrar direito para curtir o bate papo (que parecia hilário) com a Chris Melo, e ficamos esperando direto até dar o horário da nossa entrevista. Conversamos com a Prieto e com o poeta Victor Scatolin, que têm feito várias oficinas maravilhosas pro Sesi e Sesc sobre escrita fantástica e literatura gótica (aliás, esse foi o tema da nossa conversa, sobre o próprio cânone, os projetos dos dois [aliás, quanto projeto maravilhoso], o escrever sobre medo para crianças, futuras ideias, meios diversos… e ah, foi tanta coisa que na verdade teremos um post exclusivo sobre essa entrevista pra semana que vem! 😀 ). Mas vou falar disso em outro post, quando parar de hiperventilar, de verdade.

Curtimos após a entrevista um papo super intimista sobre o autor William Hope Hodgson e sua obra (que também não tinha tido a oportunidade de conhecer) A Casa sobre o abismo, e como ela foi extremamente inovadora para a época, não utilizando vários tropes de terror e (pasmem) alienígenas. Literatura gótica é sempre algo que admira a gente. HAHA E conversar sobre esse fascínio que tenho com outras pessoas que também o tem, é maravilhoso HEHE

Heloisa Prieto e Victor Scatolin sendo maravilhosos e com um sincretismo maravilhoso. HAHA Foto de Almanaque Urupês.

A pessoa falando sobre literatura gótica e livros macabros como quem fala de amigos próximos mesmo. Acontece. Foto de Almanaque Urupês.

Falamos sobre a subversão da questão da Casa nos livros de terror, sobre o uso de meta histórias, como o próprio terror é uma literatura de autoconhecimento. E a própria responsabilidade do artista ao escrever sobre esses assuntos, sobre medo, sobre realidade, sobre toda essa legitimação da vida (uma das questões mais interessantes que falaram foi sobre essa visão da amizade nos livros de terror, o medo acaba unindo as pessoas, acaba as nivelando de uma forma democrática incrível).

Depois de tietar Heloisa Prieto e Victor Scatolin mais um pouco, e ainda meio tontos pela oportunidade (eu honestamente amei os dois, e fiquei meio triste por não ter lido tanta coisas dos seus projetos conjuntos, mas isso é facilmente resolvido hehehe Aliás, Namida estará em breve aqui no blog também!), subimos para assistir a palestra da Carina Rissi.

Carina Rissi sendo mega simpática e fofinha pra todas as perguntas. Foto de Almanaque Urupês.

Jovem Link sendo descolado com suas selfies.

Como alguém que tinha acabado de conhecer uma das autoras que me fez começar a escrever, eu entendia o fascínio e apego que todos aqueles fãs tinham com a Carina. Ela é um amorzinho de pessoa hahaha Deu pra sentir o carinho genuíno que todos tem por ela e ela por eles. E fiquei com vontade de dar uma lida em algum de seus livros (a sorte foi que a palestra dela foi tentando rolar sem spoilers, então ainda estou em território seguro haha). Ela é super simpática e atenciosa com as perguntas, e gosta pacas do que faz (é sempre gostoso ver alguém que gosta do faz falando sobre isso, diz muito sobre a pessoa e obra).

Trata de ir conferir as entrevistas xuxuzíssimas dessa moça. Foto de Jornalista Curiosa.

O sábado também foi ótimo pois rolou de ir junto com a Flávia do Jornalista Curiosa! HAHA Tiramos várias fotos e foi ela quem deu um help monstro com mais ângulos e fotos lindonas da entrevista gótica. 🙂

(Além de termos as duas ficado tietando autores HAHAHAHAH) Em breve também sai a cobertura dela do evento, então já vai ficando esperto e seguindo ela nas redes. ^^

Domingo – 23 de abril

Esse foi o último dia de SML Experience (nada mais certo do que acabar no Dia Mundial do Livro) e nesse clima de feriado acabamos perdendo a contação de histórias que rolou na primeira parte da programação do dia. Como pessoa que curte horrores ver teatro e histórias, sentimos bastante. Mas seguimos. Pudemos então acompanhar uma mesa sobre “As mil faces de ser um valeparaibano digital influencer  do Vale do Paraíba”, com a Chell, Marcela Cerqueira, Marília Morais, Thiago Galvão e Armindo Ferreira.

Aí os creators todos! Foto de Almanaque Urupês.

As perguntas variaram de o que é mais importante, formação ou influência? Questionou-se a própria concepção do termo digital influencer, preferindo-se o termo creator pra abarcar a realidade em que trabalham. Foi uma mesa bem sincerona, com pontos de vista diversos. O que gerou uma conversa bem rica sobre as indagações e futuros de quem vive de criar conteúdo, inclusive a responsabilidade que se deve ter (tanto emocional quanto profissional) ao entrar nessa área.

Como alguém que está aí, foi um papo super joia. hehe

 

Olha, a Chell e Jovem Link aíiii! <3

A quantidade de estilo e descolação desses dois é impressionante. haha

Depois disso, teve aquele reencontro Alpakante com a Chell, e partimos para a palestra do Raphael Draccon (descobri que sempre pronunciei errado o sobrenome dele) e Carolina Munhóz. Novamente, foi uma lindeza conhecer mais sobre os dois (algumas histórias foram bem tensas de emocionantes, como sobre o ebook do Draccon e a motivação da Munhóz para escrever sobre temas mais densos) e ver essa paixão e possibilidade de viver de escrever.

E como se tivesse começando naquele dia mesmo, a SML 2017 acabou. Foi estranho chegar na segunda cansada e com uma sensação de “ue, acabou mesmo?” HAHA Mas superaremos.

Um dos destaques gerais foi a equipe que organizou tudo, todos foram super atenciosos, cada um com aquela vontade mesmo de fazer o evento, de saber o que se está fazendo (e amar tudo isso) e estar seguro na função que, olha… podem chamar sempre que estaremos aí. 🙂 Fica aquele abraço especial pra Mariana, Angelo  e Pedro por toda essa experiência e dedicação  da semana Monteiro Lobato 🙂

Que venha a SML Experience 2018! 

E fica o agradecimento novamente pelo convite! O Jovem Link acabou tirando uma foto com o Galinho do Céu, símbolo de Taubaté!

ps.: Uma das coisas que achei mais amorzinho e sintetizou o evento foi o presente para os convidados: uma caixinha com o Almanaque Urupês, a Coletânea de Contos do Prêmio Monteiro Lobato, um potinho cheio de pó de pirlimpimpim, um pouco da água da bica do bugre (para sempre voltar para Taubaté) e um desses galinhos do céu, tradicional da cidade. ^^ Foi um kit taubateano para iniciantes! <3