Fomos para a 2ª FLIPOP e decidimos fazer um post lindão de nossa primeira passagem por esse evento que trouxe tantos temas importantes que não pôde ser deixada de lado

E tchanã! A gente não sabia se conseguiria ir para a FLIPOP por várias questões, mas acabou que com a ajuda do próprio evento conseguimos ir e prestigiar esse evento marcante que foi esse festival (OBRIGADA DE CORAÇÃO, SUAS PESSOAS LINDAS)

A gente admite que curtiu muito esse letreiro

Aquela programação firmeza que deixou a gente querendo um vira-tempo pra dar tempo de ver tudo.

O evento aconteceu de 29 de junho a 1º de julho e teve 38 convidados e 28 bate-papos e atividades. Tratou de temas como representatividade, fantasia, vida de escrever, wattpad, YA e  tudo que surgia nesse emaranhado todo da literatura pop.

Pudemos conhecer pessoas lindezas que só conhecíamos online, via famigerado TWITTER. haha E conhecer pessoas novas, então obrigada pela companhia AnaSérgio, foi um prazer ver pessoalmente a Jana, a Bárbara, o AJ, a Jarid Arraes (que parei no meio da livraria pra pedir autógrafo), e mais tanta gente que só conhecia de arroba e agora descobri que tem uma carinha ao vivo. HAHA

Conseguimos curtir tanto o sábado quanto o domingo desse evento xuxu, e lá vai uma cobertura das mesas que conseguimos acompanhar:

SÁBADO

Nossas aquisições e presentes da FLIPOP!

Tinha a cabine de fotos ahazante que escolhemos aparecer com a barba de leprechaun sim.

O Livro Ao Vivo foi uma iniciativa lindona da Jana Bianchi e do AJ Oliveira de construir um livro durante o evento, chegamos no meio da história da Unifenda (aliás, atenção pra essa thread da Plutão Livros haha), mas só nessa participação relâmpago deu pra ouvir dicas lindonas sobre construção de personagem com o Vitor Martins e Samir Machado de Machado.

O Samir já deixou várias deixas de usar The Sims para pensar as personagens, signos pra elaborar pontos de partida de esteriótipos, de sempre trazer algo que te traga mais camadas para a personalidade. Já o Vitor comentou que sempre começa suas histórias com as personagens e não nas situações ou conflitos, ele usa o cotidiano para construir, e pensa nos processos de separar a personagem do autor (ainda mais porque sempre escreve em 1ª pessoa).

Aliás, uma questão lindona dessa mesa foi que o Samir e o Vitor trouxeram pontos díspares sobre como lidam com sua escrita, abrindo várias possibilidades da gente que estava assistindo se repensar como escritor. 🙂 A partir daí abriram para sugestões de personagens da história, e olha, cada pessoa fantástica que trouxe ideia que eu sentadinha ali fiquei “minha nossa, queria ter pensado nisso.” HAHAHA

Uma lindeza de oportunidade vai ser ouvir essa jornada toda do Livro ao Vivo no Desafio Ex Machina! Eles vão editar os 3 dias de bate papo e compilar tudo. 🙂 Fiquem atentas.

Ainda no sábado pudemos acompanhar uma mesa que deixou a gente bem curiosa como escritora, Um cuidado necessário: escrevendo sobre temas fortes, com as Iris Figueiredo e Mary C. Müller. Uma coisa que sempre tento tomar cuidado em vários momentos é pensar se sou a pessoa certa pra escrever alguma coisa e se tenho estofo suficiente pra tal. Então fui lá pra ouvir mesmo e ver como elas lidavam com essas questões.

A Iris já começou trazendo que ela escreve pra se curar. Ela coloca as questões no papel para poder entender a si mesma. A Mary emendou trazendo que pra fazer o Antes de Tudo Acabar, quando percebeu já estava adicionando os relatos dela e dos amigos e de pessoas que passaram por problemas, centrando-se no “como lidar com ter maturidade”.

A mediação foi da Nathália Dimambro, que conseguiu puxar a conversa das duas pra um ritmo tão bom que acabou que a gente estava assistindo um bate papo de amigas falando sobre escrever. Ainda mais se tratando sobre temas fortes, que trazem cicatrizes, questões imensamente complicadas que deveriam estar sendo mais discutidas (daí a importância enorme de livros com os das duas entrarem nas escolas, rodarem entre as pessoas, trazerem o diálogo pra mesa).

A Nathália trouxe uma pergunta de como evitar armadilhas na hora de escrever, ao que a Iris trouxe uma questão interessantíssima de Céu sem estrelas, ela temia que por passar muito tempo dentro da cabeça da personagem ela acabasse passando a mensagem de que as atitudes e escolhas dela seriam o caminho certo, e por conta disso criou um outro personagem para dar um contraponto a isso tudo. Da um segundo ponto de vista que possibilitasse o relato de quem passa e de quem acompanha quem passa por uma situação dessas.

As preocupações da Mary eram em como escrever sobre esses temas sem perpetuar os elementos ruins, como ter cuidado ao contar a história, não culpabilizar as vítimas, trazer à luz que algumas coisas são compilados de consequências. Ela trouxe também que o Wattpad e escrever através dele também ajudou a balizar o livro, a ver se as mensagens estavam indo da forma intencionada, e a importância desse feedback.

Elas também ressaltaram a importância de um texto de apoio, de notas explicativas, de tornar os meios de auxílio a quem passa por problemas acessíveis. Possibilitando que o livro se torne um mecanismo de não só passar a mensagem através da história, mas também de claramente mostrar algumas soluções.

Também entraram nas questões das escolas não lidarem muito bem com livros assim, ou por não quererem lidar com as questões que podem ser levantadas, ou por medo de feedback dos pais. Uma professora chegou até a dar um relato emocionante de como é importante dar acesso e conversar com adolescentes sobre questões de suicídio, auto-flagelação, depressão e tantas outras questões que se tornam extremamente pertinentes nessa fase da vida.

Foi uma mesa fantástica, gente.

E pra fechar o sábado tivemos uma mesa delicinha Dá pra viver de livros no Brasil?, com Eric Novello, Iris Figueiredo e Luiza Trigo e mediação de Jim Anotsu.

Já começaram com “Não, é isto, acabou boa sorte” HAHAHA

Mas o que foi super legal de acompanhar foi que o próprio questionamento do que significa viver de literatura significa, se envolve os eventos, as palestras, o seu estilo de vida, o se é exclusivamente de vender livros.

Foi uma mesa descontraída mesmo com a intensidade da temática, trazendo vários insights sobre o mercado, as vivências diferentes de cada um e alguns caminhos que cada um escolheu pra conseguir escrever e se manter escrevendo.

DOMINGO

Olha a Fernanda Nia!

Nossa face tietando a Jarid Arraes.

Nosso domingo começou com a gente acordando atrasada por conta de ter autografado Desenredos pra enviar pra galera do Catarse até as 6 da manhã (obrigada a todos que acompanharam nossa jornada via stories do Instagram), então até a gente sair do modo zumbi, ir até o evento já alimentadas de café e pão, chegamos no final do último dia do Livro ao Vivo, apenas para descobrir que a búfala Muçarela agora era o reitor e que muitas coisas estranhas haviam acontecido e que vamos ter que esperar a cobertura final lá no desafio ex machina mesmo.

Aí, caminhamos pra O que a fantasia diz sobre o nosso mundo?, com Eric Novello, Fernanda Nia e Lavínia Rocha e mediação de Felipe Castilho.

Foi outra mesa delicinha de acompanhar. Eles perpassaram as questões de como lidar com a vida real para o mundo fantástico, trazendo as questões de inspiração como gatilho para a fantasia urbana (que é um tema recorrente na obra deles).

A Lavínia trouxe que trazer o tema pro nosso país, tendo a questão da identificação das situações, das influências nacionais, mas também tendo o distanciamento da fantasia proporciona uma oportunidade de crítica e reflexão pra quem lê (mesmo que muitas vezes alguns leitores não peguem essa crítica, às vezes só muitos anos depois relendo e dando aquele estalo de “É ISSO QUE A PESSOA ESCRITORA QUIS DIZER, OLHA SÓ”. haha)

A Fernanda trouxe que geralmente pega os vilões do mundo real. Já temos vilões excelentes por aqui, e não precisamos de fantasiar esse aspecto, e ela comentou um pouco sobre seu livro Mensageira da Sorte, que aliás, ficamos bem curiosas pra ler.

O Eric trouxe a questão da cidade como personagem essencial. E falou também de ambos os livros e um pouco do próximo (atentas também. haha). Foi um bate-papo excelente demais de acompanhar, saber mais como os temas são tratados, como as questões são levantadas, como as histórias são construídas. Foi lindeza demais.

Aí, pra fechar nosso domingo com chave de ouro, acompanhamos a Quem edita YA no Brasil?, com Flávia Lago (Plataforma 21), Nathália Dimambro (Editora Seguinte) e Veronica Gonzalez (Globo Alt) e mediação de Taissa Reis.

Acredito que o mais legal por ter trabalhado eu mesma dentro de uma editora, foi que ouvir sobre os processos de trabalho delas, de como funcionam em editoras diferentes, os percalços, questões primordiais, o nosso modo de batalhar pra que coisas que a gente gosta e consideram importantes sejam também publicadas, foi extremamente engrandecedor.

Teve um pouco de tudo, de experiências de mulheres diferentes, com uma mesma meta. Foi uma mesa linda demais.

Depois disso acompanhamos o encerramento e lá se ia nossa FLIPOP.

Desse fds bem intenso conseguimos tirar aprendizados, pessoas novas pra tietar (nossa meta é poder conhecer mais dos autores que foram pra poder trocar ideias de forma melhor e menos envergonhada da próxima vez HAHA), a importância da literatura YA tanto pra quem escreve quanto pra quem lê, a importância da abertura de diálogo com os leitores, a diminuição de preconceitos sobre essas literaturas, importância de representatividade e que ano que vem certamente estaremos presentes lá.

Jovem Link adorou o potinho da Morro Branco pra divulgar Tiger Lily.

Ele também quis usar o crachá e adorou as bandeiras presentes nele todo.

Até a próxima FLIPOP. <3

ps.: Jovem Link me obrigou a pedir perdão por ele ter caído em casa e não ter podido comparecer à FLIPOP. Desculpas, senhoras.